O cansaço ao volante é um perigo silencioso. Diferente do álcool, ele não aparece em teste de rotina, mas reduz os reflexos, a atenção e a capacidade de decisão de forma parecida. Em viagens longas e à noite, a fadiga está por trás de muitos acidentes graves — inclusive saídas de pista e colisões frontais.
O microssono
O maior risco é o microssono: um cochilo involuntário de poucos segundos, muitas vezes sem o motorista perceber. A 100 km/h, cinco segundos de olhos fechados significam quase 140 metros percorridos praticamente sem controle. É tempo mais do que suficiente para uma tragédia.
Sinais de que você precisa parar
- Bocejos frequentes e olhos pesados ou ardendo.
- Dificuldade de manter a cabeça erguida e a concentração.
- Piscar demorado, perda de foco na estrada.
- Não lembrar dos últimos quilômetros percorridos.
- Sair levemente da faixa ou "assustar-se" ao volante.
Como prevenir
- Durma bem na noite anterior a uma viagem longa.
- Pare a cada duas horas ou 200 km, aproximadamente, para descansar e se movimentar.
- Evite dirigir na madrugada, horário de maior sonolência natural.
- Não conte com café ou energético para "vencer" o sono — eles apenas adiam o inevitável.
- Ao primeiro sinal de sono, pare em local seguro e cochile de 15 a 20 minutos.
Nenhum horário compensa
Chegar atrasado é um problema pequeno. Cochilar ao volante pode ser o último erro. Se o sono bater, pare — sempre.